Competitividade, o que faltava nos políticos de Jequié para o desenvolvimento

Competitividade, o que faltava nos políticos de Jequié para o desenvolvimento
11 fevereiro 20:35 2021 Imprimir

A competitividade, é algo salutar para o desenvolvimento estrutural e econômico das cidades. Significa maturidade política por parte daqueles que detém a caneta no período estabelecido pelo voto. Tudo isso está embutido na lógica de políticas públicas que visam elevar a qualidade e percepção de munícipes e investidores.

Em Jequié, cidade com uma população superior a 150 mil habitantes é notório isso, a falta de projetos de apoio a atividades de inovação que caracterize uma visão futurística para o crescimento do município, assunto este cobrado por nós ao longo do período no rádio e no site.

Passado as eleições municipais onde o confronto de apoio das lideranças políticas da esfera federal, Leur Lomanto x Antônio Brito, a cidade ganha novos ares. Acordaram para um problema gritante: a permanência não se caracteriza apenas ao voto, e sim quem tem mais disponibilidade para alocar recursos para a comunidade.

Este embate é benéfico e muda um pouco a característica política de ação dos eleitos, “quem dá mais, ou oferece mais” para mudança estrutural de Jequié.

Antônio Brito não se resume agora ao discurso das Santas Casas, e anuncia investimentos para pavimentação asfáltica de várias ruas, o mesmo que Leur que tem demonstrado um olhar para o esporte e destinou recursos para a mesma área.

Competitividade é diferente de competição. Governos mais competitivos são aqueles que buscam a melhoria da vida das pessoas com políticas públicas baseadas em evidências.

Os governos devem ser capazes de realizar planejamentos estratégicos que gerem ações concretas. Só assim será possível garantir serviços essenciais aos cidadãos. Esse planejamento é característico de uma administração competitiva e pautada em prioridades, ou seja, que olha para dados e metodologias a fim de solucionar as carências locais. Mas o que significa ser um governo competitivo?

Uma gestão pública competitiva é a que promove a melhoria contínua de sua operação (buscando aprimorar e incrementar seus processos, projetos e recursos) e as comprove por meio do avanço de seus indicadores finalísticos baseados em dados — bons índices educacionais, diminuição das mortalidades, geração de emprego e renda, melhoria na segurança pública, dados fiscais, entre outros.

É importante ter clareza de que toda tomada de decisão no setor público é política, sempre chancelada por uma liderança eleita ou indicada. Que as adversidades fiquem apenas no campo político, e que novos projetos, recursos e obras cheguem para mudar o cenário e a visão politica dos nossos líderes.

Assim podemos imaginar uma Jequié pujante e como dizem “voltar aos trilhos”, mas para isso é importante encontrar o maquinista. Os trilhos são extensos, os vagões ocupados. E agora quem vai conduzir está máquina?//Marcos Cangussu

  Matéria marcada como:
  Editorias: